Quem é Andrea Iha
QUEM É ANDREA IHA
A BARE começou como uma decisão corajosa: sair de uma trajetória sólida no mundo corporativo para criar um espaço próprio — um lugar onde liberdade, autenticidade e atitude não fossem exceção, mas essência.
Eu sou a Andrea Iha, e minha vida foi dedicada à moda e ao vestir. Cresci com a moda dentro de casa: minha mãe é costureira e modelista, e eu vi de perto — desde cedo — como uma roupa pode mudar postura, humor e presença. Aquilo me formou antes mesmo de qualquer faculdade.
Na adolescência, comecei no varejo para ter minha independência e aprender na prática. Aos 17 anos, fui estudar na Santa Marcelina, contrariando o discurso comum de que “moda não tem futuro”. Na faculdade, encontrei pessoas que marcaram meu caminho e me deram coragem para acreditar que moda é profissão, é cultura, é linguagem — e também é construção de identidade.
Antes mesmo de me formar, trabalhei em estamparia e em confecção no Brás. Foi ali que eu aprendi o que pouca gente vê: o que existe por trás de uma peça que veste bem — técnica, tempo, detalhe, processo e muito “chão de fábrica”. Essa experiência virou base: até hoje, a BARE nasce tanto do olhar quanto do método.
Aos 21 anos, entrei na C&A como estagiária e construí boa parte da minha carreira ali. Passei por diferentes áreas, aprendi com times grandes, vivi a pressão e a responsabilidade de criar para um público enorme. Com o tempo, cresci até liderar equipes e assumir posições de direção de moda. Nessa fase, também tive a oportunidade de pesquisar tendências e comportamento em viagens internacionais e visitar fábricas em diferentes países, acompanhando produção e padrões de qualidade.
Apesar do sucesso profissional, chegou um momento em que algo ficou evidente: eu estava produzindo muito, mas me sentindo cada vez menos viva criativamente. A rotina corporativa pode ser uma máquina eficiente — e, ao mesmo tempo, impessoal. Eu sentia falta de alma, cor e liberdade. Foi quando entendi que precisava construir uma marca que fosse um reflexo da mulher que eu sou — e da mulher que eu acredito que existe hoje.
Em 2020, eu tomei essa coragem e fundei a BARE. O nome veio com clareza: “bare” em inglês remete ao que está despido, sem máscara. E era isso que eu queria: moda como expressão crua de personalidade — não como disfarce ou fantasia.
A BARE começou em um recorte mais íntimo e ousado, e foi amadurecendo junto comigo. Com o tempo, a marca se transformou em algo maior: um projeto de cultura e linguagem. Uma marca para mulheres — não para “menininhas que seguem modinhas”. Mulheres com atitude, inteligentes, sensuais sem pedir licença, responsáveis e vibrantes. Mulheres que não buscam aprovação; buscam presença.
Eu acredito que cada marca carrega uma ideia de mulher. E eu não via a minha ideia representada: eu via estereótipos, fórmulas e um mercado que muitas vezes entrega status no lugar de verdade. A BARE veio para preencher essa lacuna: roupas que não se limitam a vestir, mas a expressar.
Afinal, moda não é só tendência. Moda é uma forma de pertencer ao presente — e de participar dele. Não existe existir sem se expressar, sem se recriar, sem deixar uma marca.
A BARE é isso: uma marca BOLD, feita para a vida real, para o corpo real, para a mulher que decide.
Porque vestir não é sobre se encaixar — é sobre ser.
